Os bordéis dos nazistas

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Soldados da Wehrmacht  usam prédio de uma sinagoga como bordel. Milhões de moças de 15 a 25 foram escravizadas e abusadas durante a guerra pelos militares alemães.

Militares gostam de posar de galantes e honestos. Até mesmo militares nazistas, de qualquer nacionalidade, não somente alemães, que nos países ocupados por seu exército instalaram bordéis durante Segunda Guerra. Principalmente na Europa central e do lesta, para onde era levadas meninas e moças, sequestradas de suas famílias.

Transformadas em escravas sexuais, essas filhas de “povos descartáveis” podiam ser estupradas por mais de 30 homens em um só dia, ao custo de 3 marcos cada um. Franz Mawick, motorista da Cruz Vermelha, conta o que pessoalmente assistiu em 1942:

Soldados alemães olhavam fixamente as moças e meninas de 15 e 25 anos de idade. Um deles, sacou um farolete do bolso e projetou a luz direto nos olhos de duas mulheres. Em pânico, elas viraram seus rostos na minha direção, expressando medo e resignação. A primeira devia ter uns 30 anos. “O que uma puta velha está fazendo por aqui”, perguntou rindo muito um soldado. “Procurando comida, senhor”, respondeu a mulher. “Um pé na sua bunda, não comida, é o que você vai ganhar”, disse o soldado. Enquanto isso, o maníaco do farolete continuava iluminando os rostos e os corpos das moças. A mais jovem devia ter uns 15 anos. Os soldados abriram o casaco da moça e começaram a bolinar o seu corpo. “Esta aqui é ideal para a cama”, disse um deles.

A escritora Ursula Schele calcula que cerca de 10 milhões de mulheres na União Soviética foram estupradas pela Wehrmacht (exército alemão), e que uma em dez delas ficou grávida.

Iugoslávia e Grécia foram ocupadas conjuntamente por italianos e alemães, que imediatamente começaram a perseguir judeus, no que os italianos de recusaram a cooperar. Os oficiais da Wehrmacht trataram de pressionar os italianos, mas estes se recusaram a deter o êxodo dos judeus dos territórios ocupados pelos alemães.

O general Alexander Löhr reagiu chamando os italianos de “frouxos”, comunicando a Hitler que a “implementação da ocupação efetiva da Croácia pelos alemães e pelo governo entreguista, no que diz respeito ao judeus, está sendo sabotada pelos oficiais italianos, que protegem os judeus e os levam para a Dalmácia italiana e mesmo para a Itália”.

Militares alemães cometeram todo tipo de crime contra a população dos países ocupados e contra seus próprios patriotas que resistiram ao nazismo. Depois da guerra, porém, houve uma intensa “operação abafa” para limpar má-reputação da Wehrmacht, que de forma consistente procurou colocar toda a responsabilidade no partido nazista e suas organizações paramilitares.

Preocupados como o “inimigo comunista”, Inglaterra e Estados Unidos apressaram-se a apoiar o chanceler alemão Konrad Adenaeur, que queria reorganizar o exército alemão. Prisioneiros de guerra foram soltos, investigações de abusos pelos militares foram suspensas, e a opinião pública internacional acerca do papel da Wehrmacht durante a guerra mudou, de modo a considerá-la um exército modelo de eficiência e dignidade, e como mais uma vítima do nazismo, fulcro de toda maldade.

O próprio presidente Dwight D. Eisenhower, ex-general que conhecia muito bem a Wehrmacht e sabia que ela era igual ou até pior que os nazistas, subitamente mudou de opinião, para facilitar o rearmamento da República Federal da Alemanha. Os ingleses, por sua vez, encerraram suas buscas por criminosos nazistas, cancelaram os processos em curso, e libertaram os que cumpriam pena.

Os Estados Unidos foram ainda mais longe. Contrataram cientistas e militares nazistas que trabalharam na fabricação de armas, aerosóis para espalhar germes ou toxinas em inimigos, bem como na experimentação de “drogas da verdade”, usadas em interrogatórios, e para instilar doenças como encefalite e anthrax.

Esses criminosos atuaram também no desenvolvimento de técnicas de controle da mente com drogas tipo LSD, experimentadas em animais e (junto com hipnose e tortura) em seres humanos “descartáveis” – como as moças e a meninas brutalmente exploradas nos bordéis nazistas. Exemplo foi o que ocorreu com populações como a de Pont-Saint-Esprit, na França, onde cerca de 250 pessoas foram tomadas por um surto de histeria coletiva e delírios de violência, em 1951. Cinco morreram, envenenadas por um fungo chamado ergot, derivado do LSD produzido pelos serviços secretos norte-americanos (A Terrible Mistake, Hank P. Albarelli Jr., 2009).

Por detrás desse incidente estavam vários outros em diversos países, todos relacionados com a agressão dos Estados Unidos à Coréia (1950-1953), especificamente através do uso de armas químicas de destruição em massa. Fatos que seriam revelados por um cientista envolvido na fabricação e utilização desses gases, Frank Olson, assassinado pela CIA em 28 de novembro de 1953. Olson foi acusado, depois de morto, de estar drogado com LSD e ter praticado suicídio ( Poisoner in Chief: Sidney Gottlieb and the CIA Search for Mind Control, Stephen Kinzer, 2019).

O responsável por seu assassinato, Sidney Gottlieb, químico especialista em venenos, quando perguntado dos seus motivos, respondeu que “estava cuidando da segurança do meu país”. O maníaco do farolete diria o mesmo.

The Statler Hotel in Manhattan
O Statler Hotel, em Manhattan, de onde, segundo a CIA, Olson teria saltado para a morte

Publicado por peddyscuro

“I wish Pedro to retain, and deepen, and continue to savor his commendable thoughtful and illusion-free, while understanding and forgiving, even if hardly ever reconciled, stance towards our human condition!” Zygmunt Bauman, professor emeritus of the universities of Leeds and Warsaw.

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